Ano Novo… Vida Nova… Um velho cliché….
O ano 2008 é definitivamente para esquecer, vivi experiências verdadeiramente traumatizantes…
Demorei muito tempo até conseguir reerguer-me, a vida por vezes coloca-nos obstáculos quase inultrapassáveis…. No ultimo post contei-vos o quanto a minha vida se preparava para mudar, mas nunca pensei que a alteração fosse tanta e tão forte…
Marisa, uma menina de 14 anos, a minha maninha… Deus levou a minha maninha…
Um dia á noite o meu pai ligou-me a dizer que a minha irmã tinha sido internada no IPO (Instituto de Oncologia), dois dias a vomitar, um cansaço fora do normal e falta de apetite, até aqui nada de anormal… uma ida ao hospital, apenas por pensarmos tratar-se talvez de uma anemia… nessa mesma noite foi transferida para o IPO, ao fim de muitos exames, o choque, uma LEUCEMIA………………… seguiram-se duas semanas de sofrimento e quimioterapia, no dia 5 de Junho de 2008 fui passar a noite com ela ao hospital para que a minha madrasta pudesse vir 2 dias a casa, a minha mana pediu-me para lhe levar arroz de marisco (ela adorava o meu arroz) seria a ultima refeição dela do exterior, pois nessa noite passaria para o isolamento uma vez que as defesas dela estavam a baixar drasticamente… não sei como aguentou o arroz no estômago pois devido á quimioterapia tudo o que entrava saia de imediato… custuma-se dizer que há a “refeição da morte”, depois desta experiência eu acredito nisso, pois na noite seguinte, na madrugada de 6 para 7 de Junho de 2008, o quadro dela se complicou, e eu tive a pior noite da minha vida, foram 4, 5 horas, não sei ao certo de muito nervosismo, e ao mesmo tempo uma aparente calma que eu lhe tentava transmitir enquanto lhe segurava na mão gelada… as enfermeiras tentavam perceber o que estava a acontecer, até chegarem duas médicas… a minha irmã assustada e ofegante olhou para mim, pediu-me para tirar-lhe a mascara de oxigénio e disse-me: - Não me deixes sozinha, mana…
Não a deixei sozinha, fiquei com ela até ao ultimo minuto em que esteve consciente, uma das médicas depois pediu que eu fosse vestir-me (como foi de madrugada eu estava de pijama) e ligar para o meu pai, pois iam anestesia-la e transferi-la para os cuidados intensivos… eu assim fiz, mas ás 8 da manhã, aquela leucemia fulminante levou a minha maninha… com apenas 14 anos…
Foi muito duro para mim, para toda a família, passar por tudo sozinha, pois o meu marido estava em Inglaterra e era impossível ir a Portugal… Cada minuto, cada segundo daquela madrugada foi devastador……………















Antes demais obrigado pelo vosso apoio….

































